Movimento que faz bem
Tem gente que corre para começar o dia com mais disposição, pedala para espairecer, treina para ganhar condicionamento ou simplesmente encontrou na atividade física um momento de prazer e de cuidado consigo. O movimento do corpo pode trazer energia, aliviar a tensão da rotina e contribuir para uma sensação maior de bem-estar. É justamente essa relação com uma vida mais saudável que está no centro da Semana do Bem-Estar, celebrada de hoje, dia 14, a 20 de setembro e incluída no calendário do Ministério da Saúde. A iniciativa é promovida pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) desde 2011 e propõe uma compreensão mais ampla do cuidado com a saúde.

Crédito da foto: Matheus Campos
A corrida pode expor os olhos ao vento, poeira, sol e ambientes mais secos,
fatores que podem favorecer desconforto e ressecamento
Quando a atividade física acontece, porém, não são apenas músculos, articulações, coração e respiração que entram em ação. Os olhos também acompanham cada movimento, ajudam a perceber obstáculos, calcular distâncias, manter o equilíbrio e reagir ao que acontece ao redor. Para quem corre, pedala, joga beach tennis ou pratica outras modalidades ao ar livre, cuidar da visão faz parte desse mesmo bem-estar.
O oftalmologista Dr. Rodrigo Carvalho pontua alguns hábitos simples que podem fazer diferença para evitar desconfortos e situações de risco. Não raro, o conforto e a segurança dos olhos durante a prática esportiva podem ser comprometidos. Conforme o especialista, é importante se proteger de óculos inadequados, do uso de lentes de contato em condições desfavoráveis, do ressecamento ocular, da exposição à radiação ultravioleta e da desidratação, além de evitar traumas e o uso de colírios por conta própria.
“Quando falamos em esporte, pensamos naturalmente em preparo físico, alimentação, hidratação e descanso. A visão também participa desse conjunto. Uma alteração visual durante uma corrida, por exemplo, pode interferir na percepção de profundidade, no equilíbrio e na capacidade de reagir rapidamente ao que acontece ao redor”, explica o médico.

Crédito da foto: Isabelle Venceslau
Dr. Rodrigo Carvalho, oftalmologista
Óculos escuros são só para reduzir a luminosidade?
Óculos escuros sem proteção UV não oferecem a proteção necessária aos olhos e, por isso, não devem ser escolhidos apenas pela capacidade de diminuir a luminosidade.
Também é preciso utilizar óculos adequados para corrigir a visão durante o exercício. O modelo deve ser compatível com a atividade e com as necessidades visuais de cada pessoa, especialmente em modalidades nas quais movimentos, vento, suor ou possibilidade de impacto fazem parte da rotina.

Foto: Divulgação
Beach-tenista com óculos: É importante se proteger do ressecamento ocular,
da exposição à radiação ultravioleta e da desidratação, além de evitar traumas
Lentes de contato
Corrida e ciclismo, por exemplo, podem expor os olhos ao vento, poeira, sol e ambientes mais secos, fatores que podem favorecer desconforto e ressecamento. Ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão ou oscilação da visão durante o exercício não devem ser tratados simplesmente como parte da atividade. Quando esses sintomas são recorrentes, a orientação é procurar avaliação oftalmológica para entender a causa e verificar se o uso das lentes está adequado.
Desidratação também afeta o conforto ocular
A hidratação costuma ser uma preocupação constante entre corredores e outros praticantes de atividades físicas, principalmente durante exercícios prolongados. Para os olhos, manter uma boa hidratação do organismo também contribui para o funcionamento adequado da superfície ocular. “O problema pode ser percebido por sintomas como sensação de secura, ardência ou desconforto visual”, destaca o especialista.
Cuidado com os colírios “clareadores”
Outro hábito que pode parecer inofensivo é recorrer a colírios por conta própria quando os olhos ficam vermelhos ou com aparência cansada depois da atividade física. O efeito de reduzir temporariamente a vermelhidão não significa que a causa do problema tenha sido tratada. Irritação, dor, vermelhidão persistente ou alteração da visão podem ter diferentes origens e, quando permanecem, precisam ser investigadas.
Traumas exigem prevenção
Dependendo da modalidade, os olhos também estão sujeitos a impactos. Quedas, galhos, objetos, bolas e outros contatos acidentais podem provocar lesões, principalmente em atividades realizadas em grupo ou em ambientes externos.
Por isso, equipamentos de proteção adequados à modalidade devem fazer parte da preparação quando houver risco de trauma ocular.
Para o oftalmologista, um dos principais sinais de alerta é qualquer mudança na qualidade da visão durante a atividade física. “Se a pessoa percebe visão embaçada, dor, irritação persistente ou alguma alteração visual durante o exercício, não é recomendável continuar e esperar passar. É preciso entender por que aquele sintoma está acontecendo”, frisa.
Sobre o Dr. Rodrigo Carvalho
Rodrigo T. de Campos Carvalho (CRM-SP107.838, RQE 37070) é médico formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp, com residência em Oftalmologia pela Unicamp. Possui título de especialista pelo CNRM/MEC e pela Associação Médica Brasileira/Conselho Brasileiro de Oftalmologia, além de especialização em cirurgia refrativa pela USP. Atua há mais de duas décadas na área, com experiência clínica e cirúrgica, e é proprietário da Alpha Oftalmologia Avançada, em Campinas. Também desenvolve doutorado na área de cirurgia refrativa pela USP.
Sobre a Alpha Oftalmologia Avançada
A Alpha Oftalmologia Avançada é uma clínica especializada em diagnóstico e tratamento oftalmológico, que reúne tecnologia de ponta e atendimento personalizado em um único espaço. Com estrutura moderna, realiza desde consultas e exames até cirurgias como catarata, refrativa, ceratocone e blefaroplastia, com acompanhamento completo em todas as etapas do cuidado. Está localizada na Av. José de Souza Campos (Norte-Sul), 550, conjunto 91, Campinas.
Saiba mais: @dr_rodrigotccarvalho e site

.png)



Comentários