Manifestações culturais portuguesas classificadas pela UNESCO reunidas em Vila do Conde
- Cláudia Rolim
- há 1 dia
- 3 min de leitura
A 48.ª Feira Nacional de Artesanato presta homenagem ao Património Cultural Imaterial da Humanidade classificado em Portugal pela UNESCO, reunindo, entre 25 de julho e 9 de agosto, nos Jardins da Avenida Júlio Graça, em Vila do Conde, as práticas, saberes e expressões culturais que constituem um dos mais importantes legados vivos da identidade portuguesa.

A edição de 2026 conta com o apoio e o envolvimento de todas as entidades responsáveis pelas candidaturas destas manifestações culturais à UNESCO, afirmando-se como uma iniciativa ímpar de valorização, divulgação e salvaguarda do património cultural português.
Organizada pela Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde (ADAPVC), em parceria com a Câmara Municipal de Vila do Conde, a Feira Nacional de Artesanato é reconhecida como o mais antigo, o maior e o mais prestigiado certame dedicado ao artesanato tradicional português. Ao longo de 16 dias, cerca de 200 artesãos de todas as regiões do país darão a conhecer o melhor das artes e ofícios tradicionais, num encontro onde a autenticidade, a criatividade e a transmissão de saberes entre gerações continuam a ser as grandes protagonistas.

Sob o lema da valorização do património vivo, o pavilhão temático da Feira será dedicado às manifestações culturais portuguesas inscritas nas listas do Património Cultural Imaterial da UNESCO, apresentando conteúdos expositivos, recursos multimédia e informação sobre práticas que continuam a ser transmitidas de geração em geração, preservando saberes ancestrais e reforçando a diversidade cultural do país.
A escolha do tema da 48.ª Feira Nacional de Artesanato enquadra-se igualmente na estratégia de valorização do património cultural do concelho de Vila do Conde e no processo de preparação das futuras candidaturas das Rendas de Bilros de Vila do Conde, da Construção Naval em Madeira e dos Tapetes de Flores de Vila do Conde às listas do Património Cultural Imaterial da UNESCO, intenção já assumida publicamente pela Autarquia.
Neste contexto, para além das manifestações culturais portuguesas já reconhecidas pela UNESCO, a exposição temática integrará igualmente estas três práticas identitárias de Vila do Conde, estabelecendo um diálogo entre patrimónios já distinguidos internacionalmente e expressões culturais de elevado valor histórico, artístico e comunitário que o concelho pretende ver reconhecidas à escala mundial.

Ao reunir, num mesmo espaço, as manifestações portuguesas do Património Cultural Imaterial reconhecidas pela UNESCO e as práticas culturais que Vila do Conde pretende candidatar, envolvendo as entidades responsáveis pela salvaguarda destes patrimónios, a 48.ª Feira Nacional de Artesanato afirma-se como uma iniciativa ímpar de valorização da cultura tradicional portuguesa e de sensibilização para a importância da preservação e transmissão deste legado às gerações futuras.
Estarão representadas as práticas culturais portuguesas inscritas nas listas da UNESCO: o Fado, a Dieta Mediterrânica, o Canto Alentejano, a Falcoaria, o Figurado de Estremoz, os Caretos de Podence, as Festas do Povo de Campo Maior, a Arte Equestre Portuguesa, bem como os elementos inscritos na Lista do Património Cultural Imaterial que Necessita de Salvaguarda Urgente: o Fabrico de Chocalhos, a Olaria Negra de Bisalhães e o Barco Moliceiro - Arte da Carpintaria Naval da Região de Aveiro.
Fiel à sua missão de preservar, promover e divulgar o artesanato tradicional português, a Feira volta a reunir mestres artesãos e novas gerações de criadores, proporcionando ao público a oportunidade de contactar diretamente com dezenas de ofícios tradicionais, assistir a demonstrações ao vivo e descobrir a riqueza e diversidade do património artesanal português.
A programação integra igualmente a exposição dos trabalhos finalistas da 4.ª edição do Concurso Jovem Artesão – Prémio Crédito Agrícola, iniciativa que distingue a criatividade e a inovação das novas gerações de artesãos e incentiva a continuidade dos ofícios tradicionais.
No segundo domingo do certame, dia 2 agosto, realiza-se um dos momentos mais emblemáticos da Feira: o Dia da Rendilheira, durante o qual dezenas de rendilheiras trabalham ao vivo ao longo do recinto, revelando aos visitantes a mestria da execução das emblemáticas Rendas de Bilros de Vila do Conde, um dos maiores símbolos identitários do concelho.
Mas a Feira Nacional de Artesanato é também uma grande celebração da cultura popular portuguesa. Ao longo dos dias, grupos de música tradicional, ranchos folclóricos e outras formações representativas das diferentes regiões do país animarão diariamente o recinto, enquanto as já consagradas Jornadas Gastronómicas convidarão os visitantes a percorrer Portugal através dos seus sabores, reunindo especialidades regionais e receitas tradicionais que fazem da gastronomia um património cultural igualmente identitário.
Artesanato, património, música e gastronomia unem-se, assim, num ambiente de festa e autenticidade que faz da Feira Nacional de Artesanato um verdadeiro encontro com a alma, a memória e as tradições ancestrais de Portugal.

SERVIÇO:
48.ª Feira Nacional de Artesanato
Quando: 25 de julho a 9 de agosto de 2026
Onde: Jardins da Avenida Júlio Graça | Vila do Conde
Entrada Livre
Horário
• Segunda a quinta-feira: 17h00 às 24h00
• Sexta-feira, sábado e domingo: 15h00 às 24h00
Organização
• Associação para Defesa do Artesanato e Património de Vila do Conde
• Câmara Municipal de Vila do Conde

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