Designer brasileira cria luminária que reproduz a luz da vela para estimular relaxamento
- Cláudia Rolim
- há 4 horas
- 2 min de leitura
Parece papo místico, mas é ciência: a luz semelhante à de uma vela ajuda o corpo a relaxar. Fontes luminosas quentes e de baixa intensidade sinalizam ao cérebro que o dia está terminando, favorecendo a produção de melatonina, o hormônio ligado ao sono e à sensação de bem-estar. É a partir desse princípio que nasceu a luminária Cuore, idealizada pela designer de interiores e produto Priscila Poli: uma peça pensada para desacelerar o olhar, suavizar o ambiente e transformar a iluminação em experiência sensorial.

Cuore
Feita para iluminar com propósito, a peça reproduz características da chama natural, como a tonalidade quente e a leve oscilação da luz. Estudos sobre iluminação indicam que temperaturas de cor muito baixas, próximas ao tom do fogo, reduzem estímulos visuais intensos e ajudam o sistema nervoso a migrar de um estado de alerta para um estado de repouso.
A cúpula é produzida pela Cristais de Gramado, tradicional marca gaúcha reconhecida pelo cristal artístico soprado e pelo domínio de técnicas italianas que unem precisão, cor e transparência. Dessa união entre design e artesania nasceu uma peça que transforma conhecimento técnico em atmosfera: luz quente, movimento e materialidade sensorial.
Embora idealizada por Priscila Poli, a criação envolve um processo compartilhado: de um lado, o conceito e a direção estética da designer; de outro, o saber técnico do cristal soprado. Nesse encontro, a matéria divide protagonismo com a ideia, e o fazer artesanal se torna parte essencial da narrativa da peça.
Cuore veio da inspiração e da observação de como a luz interfere no estado emocional das pessoas. “Quis criar algo que funcionasse para o ritual do sono, para ler, relaxar ou simplesmente desacelerar, mas que substituísse a vela com mais segurança e flexibilidade. A luminária mantém o aconchego visual do fogo, sem riscos, mesmo em ambientes com circulação de ar, crianças ou para uso prolongado”, conta Priscila.
Vidro, luz e percepção sensorial

A cúpula da luminária é feita de cristal soprado com aplicação de pó fotoluminescente, técnica que permite um brilho suave mesmo quando a peça é desligada. O efeito prolonga a percepção de luz ambiente de forma delicada, evitando contrastes bruscos entre claro e escuro — condição que também contribui para o conforto visual.
Cada peça é única Cuore é resultado do sopro artesanal que torna impossível repetir o mesmo desenho. A base, em madeira maciça torneada à mão, em tauari, reforça o caráter natural e contemporâneo da criação.
“Acender uma vela é um gesto simples, mas a luz da chama tem propriedades físicas que impactam nossa percepção. Ela não é estática, tem pequenas variações que tornam o ambiente mais orgânico e menos artificial. Isso reduz a sensação de rigidez visual e ajuda o corpo a relaxar”, explica a designer.
Com temperatura de cor em torno de 1800 K — próxima à luz do fogo —, a luminária cria zonas suaves de sombra e claridade, favorecendo o descanso visual e o acolhimento do espaço.
Além de luminária, a peça também funciona como objeto de decoração, ocupando estantes, aparadores ou prateleiras entre livros e recordações. Mesmo desligada, mantém um brilho sutil graças ao pó fotoluminescente aplicado à cúpula, emitindo luz de forma autônoma e prolongando a atmosfera de calma.
A luminária Cuore está disponível na Casamar (@casamar_guaratuba), com preço sob consulta.

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