Cinco tendências que definirão a indústria de atrações em 2026
- Cláudia Rolim
- há 2 dias
- 3 min de leitura
O turismo no Brasil celebrou a marca histórica de 8,3 milhões de visitantes internacionais, entre janeiro e novembro de 2025, 40% a mais que em relação ao ano anterior. Segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o Ministério do Turismo, a expectativa era fechar o ano com mais 9 milhões de entradas.
Essa onda de turistas injetou cerca de US$ 6,6 bilhões na economia nacional via câmbio (Banco Central), enquanto o faturamento total do setor, impulsionado pelas férias e viagens domésticas, atingiu recordes sucessivos, somando R$ 108 bilhões apenas no primeiro semestre, conforme o IBGE/FecomercioSP.
Dentro desse ecossistema, o segmento de parques e atrações turísticas é um protagonista de peso. De acordo com a IAAPA (Associação Global da Indústria de Atrações) e o relatório Panorama Setorial (SINDEPAT/ADIBRA), o Brasil lidera o mercado latino-americano, atraindo anualmente 117 milhões de visitantes em seus parques aquáticos, temáticos e pontos turísticos. O setor já gera mais de 142 mil empregos diretos e movimenta US$ 6,8 bilhões por ano no Brasil.

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Com a chegada do novo ano, a indústria de atrações vive uma nova fase, na qual a inovação deixa de ser avaliada apenas por números ou infraestrutura e passa a ser medida pela capacidade de criar experiências que realmente impactem a vida das pessoas. A Associação Global da Indústria de Atrações (IAAPA) destaca as tendências que nortearão a evolução do setor, ressaltando que o público volta a ser, mais do que nunca, o protagonista das histórias e aventuras.
Tendências para 2026
Transformação do talento humano: O desenvolvimento de talentos especializados e a diversidade geracional estão transformando a forma como os parques recrutam, capacitam e cuidam de suas equipes. A indústria sempre compreendeu que a "magia" começa internamente; por isso, esta tendência busca formas inovadoras de cultivar o sentimento de pertencimento. Uma força de trabalho motivada é a peça-chave para oferecer uma experiência memorável aos visitantes.
Compromisso com a sustentabilidade: A sustentabilidade deixou de ser um "plano para o futuro" e tornou-se uma responsabilidade do presente. Atualmente, 71% dos membros da IAAPA a consideram prioritária, impulsionando ações como eficiência energética, redução de resíduos e uso de materiais responsáveis. Além disso, o setor foca em ações de impacto social alinhadas aos valores corporativos e a um maior compromisso com governança e transparência.
Inovação frente às mudanças climáticas: O clima imprevisível está redefinindo o design e a operação dos espaços. Ondas de calor, chuvas intensas e fenômenos extremos motivam a criação de áreas sombreadas, atrações climatizadas, sistemas de alerta e políticas que protegem a experiência do visitante sob condições adversas. O objetivo é claro: cuidar das pessoas sem perder a essência do entretenimento, garantindo estabilidade operacional e confiança na marca.
Tecnologia e experiências digitais integradas: A tecnologia avança para acompanhar, e não substituir, a experiência humana. Realidade aumentada ou mista, filas virtuais, mapas interativos, pagamentos por aproximação e gamificação tornam a visita mais fluida e imersiva. Essas ferramentas permitem que o visitante aproveite o parque com mais calma, equilibrando o melhor da digitalização com o foco no atendimento humanizado.
Autenticidade e personalização da identidade local: O público busca vivências que pareçam reais. Desde celebrações locais e gastronomia típica até narrativas que honram a cultura regional, a autenticidade tornou-se um diferencial competitivo. A personalização de itinerários, recomendações e ofertas exclusivas ajuda a garantir que cada visita seja sentida como única e irrepetível.
No Brasil, essas tendências se tornam ainda mais relevantes, pois o país, reconhecido pela hospitalidade e conexão humana, vive um momento estratégico para fortalecer sua oferta turística. "Dos parques temáticos às atrações culturais, a indústria brasileira está incorporando essas tendências globais para criar experiências que refletem sua identidade única: proximidade, diversidade e um calor humano impossível de replicar. Temos a oportunidade de nos tornarmos uma referência regional em entretenimento consciente, sustentável e profundamente personalizado", afirma Paulina Reyes, vice-presidente e diretora executiva da IAAPA para a América Latina e o Caribe.
Sobre a IAAPA
A IAAPA é uma comunidade diversa e dinâmica de profissionais de atrações em escala global. Como a maior associação internacional de atrações de operação permanente, a entidade une o setor, conecta pessoas para aprenderem e crescerem juntas e busca promover os mais altos padrões profissionais de excelência e segurança em todo o mundo.
Fundada em 1918, a IAAPA representa operadores líderes da indústria de atrações, empresas fornecedoras, consultores e membros individuais de mais de 100 países. Entre seus associados estão profissionais de parques de diversões, parques temáticos, atrações, parques aquáticos, resorts, centros de entretenimento familiar, zoológicos, aquários, centros de ciência, museus, linhas de cruzeiro, fabricantes e fornecedores.
A sede global da associação e o escritório da América do Norte estão localizados em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos. A IAAPA também mantém escritórios em Bruxelas (Bélgica), Hong Kong (China), Xangai (China) e Cidade do México (México), além de representações no Brasil, em Dubai e em Singapura.

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