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  • Foto do escritorCláudia Rolim

Filha do Nordeste Brasileiro, uma história real

Atualizado: 11 de out. de 2022


Agressões físicas, sexuais e psicológicas. Essa é a realidade de tantas mulheres brasileiras. O buraco é fundo, o sofrimento é enorme e muitas caem em profunda depressão. Outras, felizmente, conseguem forças e ajuda para se levantar e seguir em frente. FILHA DO NORDESTE BRASILERO narra uma história de coragem, de superação, que se assemelha a de muitas outras mulheres, principalmente, da região Nordeste do Brasil, que é um território repleto de desafios e dificuldades sócio- econômicas, culturais, políticas.


O enredo traz a história de Ângela, uma mulher nascida na pobreza do estado de Pernambuco que sofreu uma série de violências e dificuldades na vida. Sua mãe catava comida no chão das feiras para ter o que comer à noite. Quando criança sofreu abuso sexual, rejeição parental. Na adolescência foi estuprada passando a sofrer com essas memórias dolorosas que resultaram em problemas de saúde graves como a Crise do Pânico e a Depressão. Enfrentou os preconceitos, ao passo que lutava arduamente para conseguir trabalhar e ajudar no sustento de sua família muito necessitada.


Logo aos 18 anos de idade migra para a Suíça em busca de dias melhores. Lá as dificuldades foram enormes. Vieram mais sofrimentos por decepções amorosas, por relacionamentos tóxicos, somados aos desafios da própria sobrevivência no continente europeu. Contudo, Ângela, sempre manteve uma forte fé, alimentando a certeza que tudo um dia ia passar. O trabalho e a persistência fizeram com que Ângela conseguisse superar todos os dissabores do passado e alcançasse um estado de vida de muita alegria, de paz e equilíbrio, de plenitude, de realização pessoal, amorosa, familiar e profissional.


Faltou muita coisa na vida de Ângela, menos esperança por uma vida melhor, por uma casa digna e um amor verdadeiro. Ângela colocou todos esses objetivos em sua cabeça e foi até o fim para busca-los. Em FILHA DO NORDESTE BRASILEIRO o leitor terá a oportunidade de conhecer uma realidade cruel e esquecida da terra seca e quente do nordeste, da vida dura e cruel de uma família, de uma menina, de uma mulher. Prepare-se para desfrutar de aventuras amorosas, histórias que parecem de ficção e cenas calientes, mas que fazem parte da dura realidade da autora.


FILHA DO NORDESTE BRASILEIRO é um livro que retrata a superação de si mesmo, o resgate do amor próprio, da confiança, da esperança. É o dedo na ferida e a certeza da vitória. Ângela Brodbeck Gomes é uma mulher brasileira, guerreira e destemida como muitas outras. A autora costuma dizer que a vida e a dor da pintora mexicana Frida Kahlo foi sua grande inspiração e que carrega no coração a certeza que hoje “anda devagar porque já teve pressa e leva o sorriso porque já chorou demais”. A canção “Tocando em Frente” cantada por Almir Sater embalou inúmeras noites de insônia e de tristeza misturada a esperança de dias melhores. “A vida não foi nada fácil, mas, eu tinha um foco e não perdi esse foco de vista. Mantive acesa a esperança e a certeza de que a vida é composta por fases boas e ruins e a minha fase boa ia chegar”, relembra Ângela.


Frida Kahlo, a canção do Almir Sater, a força e o amor da mãe e da avó levaram Ângela Brodbeck Gomes a seguir sempre em frente, a vencer e a narrar sua própria história em meio a lágrimas e a dor, mas, com total transparência e força, assim, Ângela, essa mulher regida pelo signo de peixes, escreveu o livro “FILHA DO NORDESTE BRASILEIRO” e agora conversa comigo aqui no Viajando de Lá Pra Cá.

VDLPC: Ângela, o que fez você sair do “calor” de Pernambuco aos 18 anos para ir viver no “frio” da Suíça ?

ÂNGELA: A esperança de um futuro melhor para mim e para a minha família. Eu tinha acabado de sofrer um estupro coletivo, estava traumatizada, sofria com crises de pânico....A proposta para vir para a Suíça veio na hora certa, era pegar ou lagar aquela oportunidade proposta pelo homem que dizia que me amava. Ele estava abrindo novos horizontes para mim e, além de estar apaixonada por ele, eu via a possibilidade de realizar minha meta de tirar minha mãe da favela na beira do rio Capibaribe, em Recife.


VDLPC: Aos 18 anos nós estamos começando a viver...Como foi começar a vida num país completamente diferente do Brasil ? Quais foram suas maiores dificuldades?


ÂNGELA: Não foi nada fácil ! Os primeiros dois anos foram de adaptação tanto com o país como com o casamento binacional, as duas culturas no dia a dia, era outra realidade. A maior dificuldade inicial foram a saudade da família e o idioma, a solidão da Suíça e o frio congelante dos Alpes. Não gosto do frio até hoje, 26 anos depois. O que me ajudou foi ter uma meta clara a cumprir, isso fez com eu aprendesse rápido o alemão e logo começasse a trabalhar. Envolvida no trabalho ocupei minha mente, mas, a solidão era sempre presente.

VDLPC: Você falou que é casada e tem três filhos. Seus filhos nasceram na Suíça. Eles conhecem o Brasil ?


ÂNGELA: Sim, amo ser mãe! Meus filhos nasceram aqui e visitaram o Brasil algumas poucas vezes porque nossa família preferia sempre trazer a avó para a Suíça por ser mais econômico e a gente podia desfrutar mais tempo com ela, o mesmo era com os tios. As poucas vezes que visitamos o Brasil era sempre maravilhoso! Meus filhos amam a casa da vovó, a culinária, as paisagens belíssimas e a cultura brasileira…

VDLPC: Sabemos que o idioma, por vezes, dificulta a vida e você disse que teve que aprender rápido o alemão...Como foi sua adaptação ? Quando você foi para a Suíça você já falava algum outro idioma além do português?


ÂNGELA: Não. O alemão é um idioma muito difícil de se aprender e o que me ajudou foi ter contacto com pessoas que não falavam português, isso me fazia treinar o idioma no dia a dia. Até hoje não falo como um suíço, porém entendo todos e todos me entendem. É muito chato estar em reuniões com a família do marido e não entender nada ! Alem da cultura ser diferente e a gente não entender nada, não rir das mesmas coisas dá a sensação de ser inferior no ambiente e isso muda depois que aprendemos o idioma, porém, não quer dizer que vai ser mais engraçado, mesmo se entendendo, ainda somos duas culturas diferentes!


VDLPC: Você saiu do Brasil para a Suíça mas viveu em outros lugares também...


ÂNGELA: Amo o Brasil, meu país de origem, que tem uma cultura muito rica, a qual tenho orgulho e valorizo. Já a Suíça é minha segunda nação, minha casa, que me recebeu de braços abertos, me acolheu. Viver na Suíça me trouxe a oportunidade de aprender e falar fluentemente outras línguas como o alemão, o espanhol, o inglês, o italiano, além de iniciações no hebraico.

Destaco também a minha vivência em Israel, país que habita em meu coração fortemente. Morei em Tel Aviv por quase um (1) ano. A cultura do povo israelense me encantou e me fez ser uma pessoa melhor. Nesta foto, Ângela está em Jaffa na casa de Simão Pedro, citado na Bíblia.

Já na Bélgica, especificamente na cidade de Gent, vivi por quase dois anos. Desse país guardo experiências também marcantes.

Visito sempre a Itália, que é um território que serve de refúgio espiritual quando a saudade do Brasil aperta. Por ser a localização do território italiano próximo a Suíça, facilita minhas idas rápidas, que geralmente ocorrem aos finais de semana e ou férias.

VDLPC: Em algum momento você pensou em voltar para o Brasil ?


ÂNGELA: Sim, várias vezes, porém antes de ter filhos. Depois dos filhos isso mudou, porque a gente passa a priorizar a criança.


VDLPC: Em tempos de pandemia, como tem sido sua vida na Suíça ?


ÂNGELA: De início foi um choque, porém, me levou a escrever o meu livro “Filha do Nordeste Brasileiro”. Fora isso, respeitamos as regras, ficamos em casa, não visitamos outras pessoas, não saímos a não ser para caminhadas porque é preciso se movimentar e respirar ar fresco para manter a mente saudável. Além disso, iniciei umas sessões com coach para me aprimorar e aprender coisas novas, também estou aproveitando para fazer a tradução do livro para o alemão e para o inglês.

A pandemia trouxe momentos difíceis para muitas pessoas, porém, trouxe aprendizado também, como valorizar as pessoas a quem amamos, cuidar delas, valorizar o nosso lar e fortalecer os laços familiares, voltar para as leituras, enfim, aproveitamos o máximo juntos, caminhando, lendo a Bíblia juntos, fazendo passeios pela natureza e continuamos no pensamento positivo e na esperança que tudo isso volte ao normal e as pessoas possam se abraçar novamente !


VDLPC: O que te levou a escrever o livro “Filha do Nordeste Brasileiro” ?

ÂNGELA : Minha vida é carregada de muitas experiências, sejam elas impactantes, traumáticas ou simplesmente maravilhosas. Carrego ensinamentos de duas mulheres fortes e guerreiras, mulheres ímpares : minha mãe e minha avó. Minha infância no Brasil não foi nada fácil. Foi carregada de experiências difíceis de serem superadas. Contudo, nunca me faltou amor, calor humano de amigos e familiares. As marcas desse passado me marcaram profundamente, daí nasceu a minha vontade de tornar essas experiências de vida, de luta e superação acessível a outras pessoas, então, decidi escrever minha autobiografia, que se materializou no livro intitulado “Filha do Nordeste Brasileiro”.

Uma das intenções é também mostrar para o mundo a mulher brasileira de classe baixa, mulheres do nordeste brasileiro, mães solteiras que trabalham e criam seus filhos sozinhas, descriminadas, desrespeitadas, mulheres que sofrem com o preconceito e o descaso da sociedade, mas, não desistem nunca. O mundo precisa saber que a mulher brasileira não é representada por essa imagem mostrada pela mídia, existe muito mais por trás de tudo isso, as mulheres brasileiras, as mulheres nordestinas são guerreiras !


VDLPC: O que você conta no livro ?

ÂNGELA: Esse livro narra uma história de coragem, de superação, que, creio, se assemelha a de muitas outras mulheres, principalmente da região Nordeste do Brasil. Assim, o enredo desse livro fala de uma mulher (no caso sou eu, Ângela) que nasceu no seio de uma família muito pobre, em Pernambuco-BR, tendo inúmeras experiências traumáticas na infância, na adolescência e na fase adulta e aos dezoito anos de idade migra para a Suíça em busca de dias melhores. Então, eu mostro para o leitor que se eu venci, ele também pode vencer! Levo ao leitor a enxergar o passado como passado, deixando ele para trás e correr em busca de sua felicidade no agora ! Viva agora, aproveite o agora, seja feliz agora…


VDLPC: Esse é o seu primeiro livro ou você já escreveu outros ?


ÂNGELA: Sim, meu primeiro livro publicado.

Sempre escrevi. Quando adolescente eu escrevia poesias e pequenas histórias de romances. Essas histórias foram datilografadas pela bibliotecária da Escola Jarbas Pernambucano onde eu estudava e ela colocava expostas na biblioteca para que outros alunos tivessem acesso.

Aos 17 anos também tive minhas poesias impressas e distribuídas nos congressos nacionais de adolescentes que participei com a Ong Casa de Passagem e tudo isso me deixava muito feliz ! Lembro que uma das minhas poesias de infância eu mesma entreguei ao Presidente da República do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, durante sua visita a Ong da Casa de Passagem, em Recife.


VDLPC: A quem você dedica o seu livro ?


ÂNGELA: Meu livro dedico a todas as pessoas que desejam mudar sua vida vencendo seus medos e crenças, as pessoas que gostariam de conhecer uma historia verdadeira de superação e coragem, as pessoas que amaram, se apaixonaram, sofreram por amor, porém, não desistiram de amar. Aqueles que desejam se libertar das dores do passado e finalmente viver no agora.

Prove ! Se arrisque ! Viva o agora ! Seja feliz AGORA !

Sobre ANGELA BRODBECK GOMES

Ângela Brodbeck Gomes, de nacionalidade brasileira, natural de Olinda-PE é esposa, mãe e autora do livro Filha do Nordeste Brasileiro. Tem 3 filhos: duas meninas e um menino. Mora na Suíça há 26 anos e é naturalizada na região dos Alpes, da chamada Lugnésia. Habilitada em corte e costura, embora nunca tenha exercido a função, participou do projeto AMI (Agentes Multiplicadores de Informações) da Casa de Passagem que é uma Ong brasileira sediada em Recife-PE e fundada por Ana Vasconcelos. Na Suíça, fez um curso prático para Catering Worker, é decoradora e organizadora de eventos numa empresa de eventos da Suíça.

SERVIÇO:

Livro: Filha do Nordeste Brasileiro, memórias de uma imigrante na Suíça.

ISBN: 9786558990314

Páginas: 360

Ano de Publicação: 2020

Editora : SGDZ Books

Onde comprar: Sites Mercado Livre, Submarino On line Shop, Shoptime, Americanas On line, Amazon...

Instagram: @angela.brodbeck





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